Empréstimo para condomínio: quando buscar uma linha de crédito

Quando as finanças do empreendimento não vão bem, contar com empréstimo para condomínio é uma saída. Entenda como funciona.

A gestão financeira de um condomínio é uma tarefa bastante desafiadora. E entre os grandes desafios, estão a inadimplência e a necessidade de crédito para manter as contas em dia. 

O empréstimo para condomínio é uma alternativa em situações como essa, quando o condomínio precisa de um montante para arcar com as dívidas ou para realizar melhorias na estrutura, por exemplo.

Outras situações comuns e que precisam de um bom fluxo de caixa são o pagamento do décimo terceiro dos funcionários, uma reforma de emergência e até o pagamento de juros e taxas de cheque especial.

Os cenários são muitos, mas a realidade é que o condomínio precisa arcar com os compromissos já assumidos e com os imprevistos que podem surgir. Para isso, é preciso ter verba e sabemos que nem sempre tem caixa à disposição. Sendo assim, a alternativa é buscar uma linha de crédito.

No entanto, conseguir um empréstimo para condomínio pode não ser uma tarefa fácil, principalmente porque os bancos não são especializados nessa área. Fora que, muitas vezes, eles ainda exigem parte do condomínio como garantia. Em outros casos, o síndico e os conselheiros do condomínio precisam entrar como avalistas da transação.

A novidade é que esse cenário de empréstimo para condomínio está mudando. Para atender essa necessidade e explorar esse nicho de mercado, algumas instituições já trabalham com linhas de crédito específicas para condomínios. Quer entender como funciona?

Neste artigo, você vai saber sobre e quando buscar um empréstimo para condomínio, além dos cuidados para usar esse serviço de forma segura. Confira!

A importância de contar com um fundo de reserva

Primeiramente, você deve saber que ter um fundo de reserva é muito importante para a gestão financeira. Isso garante que o condomínio tenha como arcar com imprevistos e emergências, além de viabilizar obras e manutenções futuras.

Ou seja, use o fundo de reserva para pagar despesas consideradas urgentes, essenciais ou que não tenham sido previstas no orçamento do condomínio.

Geralmente, é ao fundo de reserva que o síndico recorre quando surgem situações que impactam diretamente na vida dos moradores ou no patrimônio coletivo. E, nesse caso, a resolução deve ser rápida, como quando quebra de um elevador ou tem vazamento em um cano que deixe os condôminos sem água, por exemplo.

Porém, em situações de crise, como uma pandemia, e com a inadimplência em alta, o condomínio pode, sim, usar o fundo de reserva, mas fique atento: depois pode ser difícil para repor esse dinheiro. Isso pode dificultar a situação financeira e levar o síndico a buscar um empréstimo para condomínio.

Leia também: As melhores práticas de controle financeiro para condomínio

Quando a inadimplência leva o condomínio a precisar de empréstimo

Acima de tudo você deve saber que condomínios não são empresas. O objetivo deles não é obter lucro, mas é preciso arrecadar dinheiro o suficiente para arcar com os custos da estrutura. 

O pagamento da taxa condominial é o principal ponto para a sobrevivência, considerando o pagamento de contas, salários dos funcionários e manutenções. Esse é um compromisso inadiável e está previsto no Art. 1.336, Inciso I, do Código Civil.

É claro que, em momentos de crise, os gestores condominiais precisam usar o bom senso e buscar soluções para lidar com os inadimplentes. Isso passa, por exemplo, pela negociação junto aos condôminos, oferecendo condições que permitam que eles contribuam, mas que também possam manter sua própria saúde financeira.

Como o morador pode lidar com a inadimplência

É importante que os próprios condôminos tomem a iniciativa e comuniquem o síndico sobre quaisquer dificuldades. Essa atitude evita prejudicar o coletivo e, sobretudo, que as dívidas se acumulem e agravem a situação – podendo, inclusive, acabar na Justiça.

Em uma situação como essa, descontos e isenções só são concedidos após aprovação em assembleia, sob o risco de responsabilização do síndico e comprometimento da receita do condomínio. 

Caso haja negociação dos valores, por mais difícil que o momento atual se apresente, é necessário que os acordos incluam juros, multa e correção.

Também é preciso considerar a diminuição dos gastos condominiais. Realizar uma melhor gestão dos custos, com revisões em folhas de pagamentos, horas extras e medidas educativas para economizar energia. Essas são algumas atitudes simples que podem ser tomadas para uma boa economia nas taxas de condomínio e que ajudam a reduzir o índice de inadimplência.

Porém, dependendo de como estiver o financeiro do condomínio, sem um fundo de reserva e com um valor em caixa reduzido, as despesas podem se transformar em dívidas altas. É nesse caso que um empréstimo para condomínio se torna necessário.

Leia também: Administração condominial: principais desafios para uma boa gestão

Quais são as opções de empréstimo para condomínio?

As linhas de crédito para condomínio têm se popularizado nos últimos anos, sendo oferecidas por bancos, cooperativas, empresas especializadas e até mesmo fintechs.

Embora seja uma opção interessante, o síndico precisa considerar todas as condições que envolvem o empréstimo. Isso porque os condomínios são uma propriedade coletiva, em regime de rateio de despesas, e por isso não têm renda ou patrimônio.

Isso significa que muitas linhas de crédito requerem, por exemplo, uma unidade como garantia de crédito – geralmente a do próprio síndico. 

Outros fatores devem ser analisados com cuidado, como a taxa de juros, a necessidade ou não de avalistas e como será feita a prestação de contas.

Além disso, para que a contratação do empréstimo para condomínio seja levada adiante, o assunto deve ser debatido e aprovado em assembleia. Lembre-se: o síndico não pode contrair dívidas em nome dos condôminos.

Uma modalidade de crédito interessante para condomínios é o adiantamento de fluxo de caixa. Entenda como funciona:

Antecipação total de receita

O serviço de antecipação total de receita é ideal para condomínios que têm uma inadimplência muito alta. Porque, sem uma antecipação de receita, o síndico tem dificuldade de gerir o fluxo de caixa do condomínio.

Antecipação parcial de receita

O serviço de antecipação parcial de receita serve para o condomínio que tem uma inadimplência relativamente alta no vencimento, mas que se dilui durante o mês

Então, para esse caso, não é necessária a antecipação total porque o condomínio vai receber dos moradores ao longo do mês.

Cobrança especializada

Quando o condomínio tem uma inadimplência mais baixa, o indicado é contratar a cobrança especializada. Nesse caso, não é necessário a antecipação, mas sim uma gestão sobre essa inadimplência para organizar as finanças condominiais.

Contar com esse tipo de serviço se torna um conforto para o síndico, uma vez que a cobrança é feita por uma empresa especializada e ele deixa de ter a obrigação de cobrar o morador inadimplente. Essa solução beneficia o relacionamento entre síndico e moradores do condomínio.

Taxa extra de condomínio

Da mesma forma, a antecipação de receita evita que o condomínio tenha que cobrar uma taxa extra dos moradores. Essa taxa serve para ajustar as despesas por conta da inadimplência. 

É provável que medidas como essa gerem problemas entre vizinhos, já que moradores que pagam em dia geralmente não estão dispostos a pagar uma taxa extra para compensar o valor dos inadimplentes. Em virtude disso, a antecipação de receita também contribui para menos conflitos entre os moradores.

Ah, e assim como contar com uma boa gestão financeira, o condomínio precisa, inclusive, de soluções tecnológicas que ajudem a otimizar e equilibrar receitas e despesas. Um sistema de portaria remota pode ser o caminho. Quer saber mais? Descubra tudo sobre essa solução neste material:

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