Como lidar com a inadimplência condominial e quais as possibilidades de acordos

A inadimplência condominial, apesar de muito comum, enfrentada por gestores de diferentes perfis de condomínio, também é um problema, pois interfere no relacionamento de síndicos e condôminos. Você já passou por isso?

Geralmente, entende-se como inadimplência atrasos superiores a 30 dias a partir do vencimento. Em 2019, a média de atraso nas taxas condominiais era de 6%. Com a pandemia, em abril de 2020, ela atingiu um pico de 20%.

A questão é que, deixando de arrecadar o orçamento previsto, o condomínio passa a ter problemas com contas vencidas, não consegue fazer melhorias na estrutura e tem atrasos no pagamento dos funcionários.

Portanto, controlar a inadimplência condominial é muito importante. Do contrário, as finanças do condomínio podem desandar de maneira insustentável em pouco tempo.

Para te ajudar nesse desafio, reunimos sugestões para promover acordos e contornar a inadimplência condominial. Quer saber como? Continue lendo!

Possibilidades de acordos para inadimplência condominial

Parcelamento dos débitos

Ofereça condições facilitadas, como o parcelamento de débito. Essa é uma das alternativas mais comuns para que o morador quite suas dívidas.

No entanto, ele precisa estar ciente das condições e da incidência de juros, por exemplo.

Plantão de pagamento

Organize um plantão de pagamento com algum benefício, como desconto no valor total da dívida. Só lembre de primeiro aprovar essa ação em assembleia.

E aqui vai uma dica: fim do ano é a melhor época para fazer esse tipo de feirão, pois é quando muitos condôminos recebem o 13º salário. Consequentemente, isso faz com que eles tenham mais margem para pagar os atrasos.

Mas não recomendamos fazer esse tipo de acordo com frequência. Isso porque pode gerar um mau hábito no morador. Por exemplo: o condômino deixa de pagar a taxa condominial o ano inteiro porque sabe que terá vantagens para quitar no fim do ano.

8 soluções para contornar a inadimplência condominial

1. Facilite o pagamento

O pagamento do condomínio deve ser fácil. E nada melhor do que cadastrar o pagamento como débito automático, né? Uma opção é o Débito Direto Autorizado (DDA).

O serviço de segunda via de boletos online é outra solução. Assim, o morador pode fazer o pagamento da conta sem precisar entrar em contato com o síndico. 

Além disso, enviar o boleto para o morador, com pelo menos dez dias de antecedência, também contribui para a redução da inadimplência condominial. 

2. Controle a dívida e faça compensações

O ideal é evitar que a inadimplência saia do seu controle e para isso você precisa monitorar ela de perto.

Agora, se a taxa de inadimplência for muito alta, você vai precisar compensar a quantia faltante para fechar as contas. Sendo assim, o único recurso será aumentar a taxa para cobrir essa falta.

Essa alternativa costuma não ser bem vista pelos moradores adimplentes, que acabam tendo que assumir os valores não pagos por outros moradores.

3. Conscientize os condôminos

Faça uma campanha de incentivo à educação financeira e de pagamento das contas atrasadas. Nela, você pode explicar o que é a taxa condominial e como ela é aplicada no condomínio. 

Também deixe claro que, quando um morador atrasa o pagamento, são os outros que precisam arcar com essa quantia faltante. Assim eles perceberão que é vital colaborar para que todos tenham os serviços necessários.

4. Entenda os motivos da inadimplência condominial

Se for possível, converse com os moradores para entender as razões do atraso no pagamento. A partir disso, faça uma análise da inadimplência e busque o melhor caminho para resolvê-la, já que cada caso é um caso.

Em algumas situações, uma cobrança mais direta pode ser necessária (mas ainda assim educada). E, em casos mais graves, acione a Justiça.

5. Faça um bom planejamento orçamentário do condomínio

Um bom planejamento orçamentário é fundamental para a administração financeira. É a partir disso que você toma decisões importantes, como o reajuste na cota condominial e a aprovação de obras. Nesse sentido, faça o planejamento e apresente aos condôminos.

Como fazer um bom planejamento orçamentário? Confira:

  • Levante as despesas do condomínio e calcule os reajustes salariais;
  • Dê atenção às sazonalidades;
  • Inclua um índice de inadimplência condominial;
  • Planeje os investimentos do ano.

6. Realize protestos antes da ação judicial

O síndico pode, sim, negativar o nome do morador inadimplente. No entanto, a negativação precisa ser aprovada em assembleia, com um prazo máximo para o morador quitar a taxa condominial sem inscrição. E então, após esse prazo, ele é levado a protesto.

O protesto é em últimos casos, mas também é uma forma de recuperar a inadimplência condominial. É importante saber que a maioria das pessoas que são intimadas a comparecer ao Serviço Registral de Protesto, pagam seus débitos e evitam o ingresso de ações e execuções judiciais. 

7. Contrate uma garantidora de crédito condominial

Agora, a maneira mais eficiente de deixar de ter problemas com a inadimplência condominial é contratar uma garantidora de crédito. Ela assume o valor total ou parcial da taxa e faz o papel de cobrar dos inadimplentes. Conheça a Villaro.

A garantidora põe um ponto final à preocupação com a falta de verba. Com ela, o síndico sabe exatamente o valor que terá no fluxo de caixa e a data em que será depositado na conta do condomínio. Isso traz muitos benefícios, como melhores negociações com fornecedores com pagamentos à vista.

8. Não fique refém da inadimplência

Por fim, sabemos que o ideal é que não haja inadimplência condominial, mas, uma vez que ela se torne frequente na administração condominial, não fique refém dela. 

Uma forma de fazer isso é investir em soluções inovadoras e que ajudam a otimizar as despesas. A portaria remota é uma possibilidade, pois equilibra o orçamento do condomínio e traz mais segurança.

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