Solidariedade coletiva: como as pessoas estão se ajudando no condomínio

Em meio à pandemia do novo coronavírus, um dos fatores que mais se destaca é a solidariedade coletiva que inspira as pessoas e contagia os moradores do condomínio. Isso ocorre porque o distanciamento social faz com que se evite o contato, aumentando a sensação de solidão. No entanto, a generosidade aflora para que todos se ajudem e se deem forças para encarar as adversidades, inclusive o lockdown, medida mais extrema que tem sido utilizada em muitas cidades do Brasil.
Essa nova realidade muda completamente a rotina dos condomínios, que devem buscar formas para reforçar a segurança de moradores e funcionários. Mas além disso, o síndico pode incentivar a solidariedade dentro da comunidade condominial.
Trabalhadores que ocupam cargos essenciais e devem sair de casa todos os dias, indivíduos no grupo de risco, como idosos e doentes, moradores com filhos pequenos, trabalhadores que perderam sua fonte de renda, pessoas com problemas emocionais… são inúmeros os casos de pessoas que podem precisar de alguma ajuda durante a pandemia.
Neste post, conheça exemplos de solidariedade coletiva que vem sendo realizados em condomínios no Brasil e no mundo. Acompanhe e inspire-se!

Solidariedade coletiva: exemplos de colaboração

Doações para quem mais precisa

Por conta da pandemia, muitas pessoas perderam o emprego ou parte da sua renda. Pensando nelas, em Minas Gerais, a subsíndica Flávia Moura criou, junto aos moradores do seu condomínio, uma campanha para a arrecadação de alimentos e produtos de limpeza para doar para quem mais precisa.
Por meio de grupos de WhatsApp, Flávia identificou todas as famílias que passavam por dificuldades e realizou uma triagem. A partir daí, ela mobilizou os demais moradores para a sua causa. Resultado: foram distribuídas cestas básicas e outros itens de limpeza.
“A vida é assim: a gente ajuda e é ajudado. Hoje um precisa, amanhã pode ser eu. O mais importante de tudo isso é entender a dor do outro”, disse Flávia em entrevista ao jornal Tribuna de Minas.
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Ajuda a pessoas no grupo de risco

Outro belo exemplo de solidariedade em condomínios são as correntes do bem que se espalham por todo o Brasil. São moradores que se colocam à disposição para ajudar idosos e outras pessoas no grupo de risco, seja fazendo suas compras no supermercado ou indo à farmácia.
Para espalhar a ideia, os moradores deixam recados no elevador e no hall de entrada do condomínio em que moram, oferecendo ajuda para as pessoas que devem evitar sair de casa neste momento de dificuldade.
“Não importa se você não pertence ao grupo de risco, todo mundo precisa se prevenir pra não ser transmissor. Acho que essa crise está nos ensinando quanto é importante a solidariedade. Uma atitude dessas pode ser simples, mas inspira mais gente a pensar coletivamente”, afirma Carina, uma das moradoras que se dispôs a ajudar, em entrevista ao portal Catraca Livre.

Proteção para os vizinhos

No início de abril, o Ministério da Saúde liberou orientações para a fabricação de máscaras caseiras, para ajudar no combate ao coronavírus. E isso estimulou a solidariedade coletiva.
Preocupada com os vizinhos idosos, a professora aposentada Reny Diel costurou cerca de 40 máscaras para distribuir aos moradores que fazem parte do grupo de risco do prédio em que mora.
“Nós temos uma certa obrigação, uma dívida com a humanidade. Chega uma hora em que temos de nos doar e retribuir o tanto que recebemos da vida”, disse Reny em entrevista ao Jornal do Comércio.
Medida semelhante foi tomada por três vizinhas de um condomínio em Diadema, em São Paulo. Juntas, elas confeccionaram mais de 200 máscaras para distribuir para os seus vizinhos.
Mas elas foram além: as máscaras foram trocadas por alimentos, que foram distribuídos a pelo menos nove famílias do condomínio em que moram e que perderam o trabalho ou parte da renda durante pandemia.
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Distração para as crianças

Com as escolas fechadas, um dos grandes desafios de muitos pais é educar e entreter seus filhos pequenos, preferencialmente longe do tablet e do celular, buscando formas mais interativas.
Na cidade de Jacareí, em São Paulo, três moradoras preencheram mais de 60 envelopes com brincadeiras antigas para serem realizadas em casa com as crianças e distribuíram no condomínio em que moram. Jogos como quebra-cabeça chinês, jogo da velha e jogo da memórias fazem parte dos kits que elas deixaram em um cesta em frente ao seu apartamento para quem quisesse pegar.
“Procuramos lembrar de brincadeiras de antigamente. Estamos querendo resgatar atividades, que para as crianças de hoje, vão parecer novidade. Achamos bacana porque isso gera uma integração maior com a família”, disse Denise, uma das criadoras da ação, em entrevista ao portal G1.

Cultura e lazer

Para ajudar a ocupar a mente e trazer um pouco de distração e cultura para os vizinhos que estão em casa, Ana Paula Lins, moradora de um condomínio em Minas Gerais, criou uma biblioteca com livros e revistas. Todo o acervo é disponibilizado de graça aos moradores, que podem levar o exemplar que quiser – para manter a segurança, há um frasco de álcool em gel ao lado das estantes.
Para manter o projeto sempre em andamento, a única orientação é que as pessoas que pegarem um título devem deixar outro exemplar na biblioteca criada por Ana Paula. “Recebo mensagens de pessoas agradecendo, querendo doar livros. Muitas delas gostam e querem reproduzir onde a mãe, a avó moram. É uma ideia que começou de forma simples e se tornou uma ação cultural”, disse em entrevista ao jornal Tribuna de Minas.

Atividades na sacada

Durante a pandemia, vimos diversos vídeos de ações semelhantes em todo o mundo, com moradores reunindo-se na sacada para realizar atividades conjuntamente.
Na Espanha, um homem deu aulas de ginástica para os vizinhos, levando atividade físicas – e risadas – para a comunidade. Também em solo espanhol, moradores de conjuntos habitacionais realizaram um jogo de bingo a distância.
Já no Rio de Janeiro, a solidariedade veio de forma diferente: os condôminos uniram-se nas varandas para cantar parabéns para uma criança que completava 4 anos e não pode fazer uma festinha.
“Precisamos cancelar a festa de 4 anos da minha filha. Como os meus sogros moram no prédio da frente, fizemos um bolo e cantamos parabéns entre as varandas. De repente, vários vizinhos começaram a cantar junto, nos acompanhando” conta Roger Sicília, em entrevista ao jornal O Globo.
Mais do que medidas de descontração, ações que integram a comunidade condominial são importantes para pessoas que vivem sozinhas, especialmente idosos, ou que enfrentam problemas como ansiedade e depressão.
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Para saber mais sobre medidas que você pode tomar e novidades que podem ajudar na administração do condomínio durante a atual crise, fique atento ao blog da Kiper!

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